
O primeiro dia de disputas do Campeonato Pan-Americano de Paraciclismo, que está sendo realizado em Indaiatuba, garantiu medalhas para atletas de Santos. A competição vale pontos para o ranking mundial, começou com as provas de pista e depois terá as disputas na estrada. Sob o comando do técnico Claudio Diegues, atletas da equipe Santos Cycling Team/Fupes integram a seleção brasileira.
Nesta quarta-feira (25), no ciclismo tandem (para deficientes visuais), Marcia Fanhani, a Marcinha, guiada pela experiente Maria Tereza Muller, ficou com o bronze na prova de km contra o relógio. “Essa medalha é o reflexo de muito trabalho e dedicação, mas eu não cheguei aqui sozinha. Quero agradecer a Deus, minha família, em especial meu marido, Willian, meu porto seguro, ao meu técnico Claudio Diegues e à Maria, pela parceria e confiança no meu potencial”, vibrou Marcinha.
“Quero agradecer também à Prefeitura de Santos e Fupes pelo apoio. É uma honra representar o nosso país e a Cidade. Sei que estou no caminho certo e que ainda tenho muito a evoluir”, disse Marcinha, citando sua parceira de provas, desde 2019. “São sete anos e é uma honra ela competir comigo. Ela é incrível, como atleta e pessoa. Falo que ela não é só meus olhos na bike, mas fora dela. Uma amiga, irmã, que ganhei para a vida”, elogiou. Deficiente visual em ambos os olhos – nasceu com atrofia no nervo óptico – Marcia sempre quis estar no esporte.
Depois de praticar judô e até goalball, decidiu que queria o ciclismo. Para se preparar fisicamente, passou pelo atletismo e até defendeu Santos em jogos regionais. Nos pedais começou com uma bicicleta mais velha até que em 2003 veio a virada de chave. “Fiz metas para mim, coloquei num papel de pizza em 2003, que eu queria: Copa do Mundo, Mundial, Pan-Americano etc. Em 2015 eu recebi o convite para integrar a seleção brasileira e estou aqui até hoje”, contou.
PRATA
Já na categoria MC2, Roberto Franco Neto, o Netinho, ficou com a prata também no Km contra o relógio. O ciclista comemorou toda a dedicação para se preparar para esta disputa. “Uma sensação maravilhosa e que me deixa muito esperançoso para os próximos objetivos. Iniciei a preparação para esse Pan ainda no final do ano passado, não tive pausa, passei por todo dezembro trabalhando duro e esse grande dia consolidou que nada foi em vão”, vibrou.

Ele explicou que não treina para provas de pista, apesar de ter grandes resultados, e começou a usar a nova bike (especializada para este tipo de prova) recentemente. “Meu primeiro contato foi aqui em Indaiatuba e sei que posso melhorar mais”, afirmou.
O ciclismo entrou em sua vida num momento difícil. Ele começou a pedalar, um ano após o acidente de moto, no qual teve a perna esquerda amputada, em 2006. “Encontrei no esporte uma forma de me sentir de volta ao jogo”, destacou Neto, que ano passado foi destaque na Taça Brasil de paraciclismo de pista, com nada menos que cinco ouros e três pratas.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS.
Fonte: Prefeitura de Santos


